terça-feira, 25 de setembro de 2012

E-commerce - Trabalhar com depósito bancário ainda é viável?

Há alguns meses comecei, juntamente com minha esposa, a trabalhar com venda de véus (artigos religiosos). A princípio começamos a trabalhar com depósitos bancários e logo mudamos para o Pagseguro e gostaria de expor abaixo os motivos pelos quais considero o trabalho por depósito bancário como precário e ineficiente, tanto para o vendedor, como para o comprador, baseando-se na minha especialidade acadêmica de marketing, mas também na minha experiência pessoal, tanto de vendedor, como de comprador. Como não tenho muito acesso a outros sites como o Paypal  ou o Moip limito-me a falar do Pagseguro, embora acredito que as vantagens descritas sejam bastante semelhantes.

1º item: Segurança

Ao trabalhar com depósito bancário o comprador possui pouca, ou talvez nenhuma, segurança. Não raras as vezes em que precisei comprar pagando através de depósito eu fiz uma busca no Google para saber mais da empresa, procurei em sites como "Reclameaqui.com". Embora esse tipo de cautela seja necessária SEMPRE, quando se trata de depósito bancário a atenção se dobra, uma vez que o cliente deposita na conta bancária e simplesmente "confia" que o vendedor irá enviar o produto.Não raras as notícias, por exemplo de pessoas que compraram, fizeram o depósito e o comprador simplesmente "sumiu". Daí, meu amigo, até provar que fucinho de porco não é tomada é uma longa briga...Será que compensa mesmo procurar Procon, preencher relatórios, fotos, anexar testemunhas, comprovantes, procurar advogados só para ser restituído de um depósito de R$ 20 ou R$ 50 que foi feito? Acredito que muitos que sejam vítimas de problemas como esse, acabem desistindo de recuperar o dinheiro perdido. A única coisa que o comprador faz é depositar e ficar torcendo ou rezando para que o produto seja enviado.

Já com relação aos sites como o Pagseguro, a vantagem é que o comprador faz o pagamento e, caso o produto não seja enviado e ele possa provar que o vendedor foi desonesto, o site pode devolver o dinheiro - Nem sempre é tão simples, mas com certeza é mais prático do que procurar meios judiciais ou até gastar dinheiro com advogados.

Já, em relação ao vendedor, a questão da segurança é puramente uma vantagem de marketing, afinal, se existem dois sites que vendem o mesmo produto, e um deles trabalha com depósito, o outro trabalha com um site seguro, qual dos dois irá despertar mais confiança por parte do comprador? Pense em quantas pessoas podem acessar o teu site e deixar de comprar UNICAMENTE por não confiarem na tua marca e não poderem confiar um depósito bancário. Falo por experiência própria que, quando trabalhava com depósito em conta, as pessoas que compravam eram sempre amigos ou conhecidos das redes sociais, pois estas confiavam, mas depois que comecei a usar o Pagseguro, pessoas desconhecidas de todo o Brasil começaram também a comprar.

2º item: Agilidade na compra e venda

Pagando através de depósito em conta: (Podem ocorrer alterações, mas geralmente é assim que ocorre)
Etapa 1 - O cliente envia um e-mail com o endereço e os produtos que deseja.
Etapa 2 - O vendedor verifica no site dos Correios o frete, informa o preço final (com o frete) e os dados da conta para que o comprador faça o depósito.
Etapa 3 - O cliente faz o depósito (ou transferência bancária).
Etapa 4 - O cliente escaneia ou tira foto do comprovante pra enviar ao vendedor. (acrescente aí uma dificuldade se o comprador não tiver uma câmera, ou um scaner).
Etapa 5 - O vendedor acessa sua conta bancária pra verificar se o depósito foi realizado com sucesso.(acrescente aí um problema se for feito depósito com envelope após o expediente, ou algum possível problema com o depósito, greves bancárias, etc).
Etapa 6 - O vendedor verifica no e-mail que o comprador enviou o endereço, e coloca nos Correios.
Etapa 7 - O vendedor envia por e-mail o Código de Rastreamento para que o cliente possa acompanhar no site dos Correios.

Pagando através de sites como o PagSeguro

Etapa 1 - O cliente escolhe os produtos que deseja, clica no botão "comprar", preenche no próprio site o endereço, calcula-se o frete automaticamente e efetua o pagamento diretamente no site (ou emite um boleto bancário para pagar em qualquer banco ou agência lotérica).

Etapa 2 - Depois que o cliente paga pelo produto o vendedor recebe um e-mail informando que o pagamento foi feito e o endereço para o qual deve enviar o produto.

Etapa 3 - O vendedor envia o produto, coloca no site o código de rastreamento e automaticamente é enviado um e-mail informando o código ao cliente.

3º aspecto: Mais formas de pagamento

Para pagar através de depósito bancário, se a pessoa tem conta no mesmo banco até existe a opção de transferência sem pagar nenhuma taxa ... Do contrário, o melhor jeito de fazer o depósito é a velha fila de banco, ou depósito por envelope através de Caixa Eletrônico (que pode ocorrer atraso, ou inconsistências nos dados, etc), o que inclui também o fato de ter que sair de casa, pegar trânsito, sol, chuva, etc.

Quando o pagamento é feito através de sites como o Pagseguro, há várias opções de pagamento, podendo o cliente comprar sentado no conforto da tua casa através da internet, com seu cartão de crédito, transferência bancária para diversos sites, ou se preferir ele também pode optar pela forma de boleto bancário (que normalmente se assemelha ao depósito bancário).

Ou seja, o Pagseguro oferece, além da forma de boleto (semelhante ao depósito) outras opções ficando a critério exclusivo do cliente escolher a forma que mais satisfaça às suas necessidades, sem precisar ficar preso a uma única alternativa...No caso do "depósito bancário", facilmente um cliente pode desistir de uma compra por preguiça de ir até o banco, ou por causa da chuva, etc.

Vale lembrar que existem cidades pequenas que não tem agências bancárias...E daí?Vai perder de vender seus produtos para esses clientes?

4º aspecto - Facilidade no controle interno

Quando comecei a vender véus, após alguns dias, começaram a surgir vários pedidos no mesmo dia e o pior, alguns, mesmo com o frete, tinham EXATAMENTE o mesmo valor (o mesmo frete e o mesmo produto).

Muitos bancos, em seu site não detalham os dados do depósito e possuem uma interface pouco amigável e bastante confusa.

Certo dia, recebi três pedidos de véus, cujo valor final seria o mesmo R$ 27,00, e ao final da tarde verifiquei na minha conta que duas pessoas haviam depositado, mas nenhuma havia entrado em contato enviando o comprovante de depósito...Como citei acima, o site da Caixa Econômica Federal não mostra quem fez o depósito, mas somente um código e a data. Conclusão: Tive que esperar as duas pessoas se manifestarem (enviando o comprovante) para poder enviar os produtos. Além da lentidão no processo de compra e venda, imaginemos por exemplo que uma dessas duas pessoas por algum motivo qualquer fique sem internet e não possa enviar o comprovante?Vai ficar dias esperando seu produto ser enviado por conta de "problemas na internet"? Alguém poderia alegar "ah, mas isso é responsabilidade do comprador, não do vendedor", até poderia concordar mas aí que vem o diferencial de marketing, em fazer o melhor, de forma mais prática e que garanta maior satisfação ao cliente.

Interface do site da Caixa Econônica Federal - Dois depósitos feitos no mesmo dia, causando confusão

O que garante mais satisfação ao cliente: Saber que por conta de algum problema de saúde, de internet ou outro motivo particular, seu pedido ficou "aguardando confirmação" unicamente porque o comprovante não foi enviado, ou saber que se produto foi enviado tão logo seu pagamento foi efetuado?

Quando se usa um sistema como o PagSeguro, assim que é feito um pagamento, o site envia por e-mail (você não precisa ficar checando seu saldo) o valor pago e o endereço, bem como o nome de quem fez o pedido, então é só enviar o produto.

Outra facilidade na questão do controle interno: No site do banco constam apenas os "valores depositados", já em sites de pagamento on line, você pode verificar futuramente quem comprou qual produto, quem desistiu da compra, os endereços, etc. Claro que tudo isso pode ser gerenciado através de um software off line (Uma planilha no Excel por ex), mas fazendo diretamente no site, poupa-se o trabalho de ficar digitando, copiando e colando os endereços, nomes, CEPs, etc....com sites de pagamento on line o trabalho é automático: 1)Cliente digitou e efetuou a compra - 2)Vendedor tem no site uma tabela atualizada com todos os dados do comprador.

Interface do Pagseguro, com todos os dados da compra e do comprador

Pontos negativos:

A meu ver, o único fator negativo seriam as taxas, que variam conforme o site, o volume mensal de vendas e a forma de pagamento (Para detalhes acesse os links ao final do artigo). Mas isso pode ser facilmente resolvido, uma vez que, usando-se destes sites a tendência é que o volume de vendas aumente significativamente e também que haverá um consumo de tempo seu e/ou dos seus funcionários, otimizando outros trabalhos da tua empresa, ou do teu pequeno negócio.

Everton do N. Siqueira
Especialista em Marketing

Referências e links:


Para conhecer as principais diferenças entre os três sites acesse o artigo abaixo:

http://www.mestresinfo.com.br/diferencas-entre-moip-pagseguro-e-paypal/

Se alguém leu, gostou do artigo mas tem dificuldades em se cadastrar ou implantar um sistema de pagamento no site ou blog, entre em contato para que eu possa auxiliar por um preço bem camarada. (everton2040@hotmail.com - Whatsapp: (15)99794-4012)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Porque contratar um gestor em redes sociais?

Muitas empresas não dão valor à gestão das redes sociais e acabam colocando um profissional não qualificado para atender, atualizar e gerir as informações das redes como Twitter, Facebook, Orkut.

A visão de que, trabalhar nas redes seja algo simples pode parecer correta à primeira vista e talvez seja a visão da maioria dos donos de micro e pequenas empresas mas, se a empresa almeja realmente se fazer presente e utilizar destas ferramentas, o uso inadequado destas redes, não apenas pode ser inútil como pode até desvalorizar, diminuir a confiança e até mesmo destruir completamente uma boa imagem que os clientes tenham dela.

Podemos comparar a gestão das redes sociais com qualquer outra atividade, desde a gerência, passando pelas vendas, até aquele encanador terceirizado que a cada dois meses passa na empresa fazer um pequeno conserto nas tubulações.

O argumento destes cai por terra pela seguinte comparação. Eu, formado em Marketing, sem nunca ter trabalhado como caixa de supermercado, nem como estoquista, nem como eletricista, poderia muito bem passar as compras no caixa e voltar troco, colocar 200 potes de achocolatado na prateleira correta e também colocar uma tomada e ligar o ar condicionado...Tranquilamente eu poderia fazer isso mas, será que o caixa faz apenas isso? Será que eu teria a mesma competência do que aquela pessoa treinada que gosta de trabalhar nessa área?Será que, ao instalar uma "nova tomada", eu teria a mesma preocupação e visão do que uma pessoa que foi TREINADA para isso (um eletricista)?

O mesmo podemos dizer das redes sociais. Acessar o Facebook ou o Twitter e postar "Hoje temos 10% de desconto para eletrodomésticos" é fácil, realmente muito fácil, talvez até minha sobrinha de 10 anos consiga fazer isso, mas será que "gestão em redes sociais" se trata apenas disso?

Explicar detalhadamente do que se trata poderia tomar muito tempo do leitor, mas convém ressaltar algumas das atividades da gestão das redes sociais: definir, distinguir e separar o público alvo, descobrir a melhor forma de se relacionar com estes, falar e escutar o cliente, publicar conteúdos que sejam realmente relevantes para as pessoas, estar atento às interações e respondê-las com clareza, presteza, prontidão e superando as expectativas, responder as críticas de forma educada, cortês, gentil e distinta, dentre outras tantas atividades.

Ao dizer que qualquer pessoa pode gerir a rede social da sua empresa se está cometendo o mesmo erro que dizer que qualquer um poderia ser professor afinal "Basta apenas fazer login e publicar uma promoçãozinha uma vez ao dia"  ou "basta apenas copiar na lousa aquilo que está no livro".

Será mesmo?
Na dúvida sobre a segunda afirmativa, pergunte a qualquer professor.

Na dúvida sobre a primeira, pergunte a mim.
Entre em contato e agende uma consultoria pessoal ou virtualmente.

Everton do N. Siqueira
Formado em Marketing pelas Faculdades de Tecnologia Internacional
everton2040@hotmail.com

sábado, 2 de junho de 2012

Um folder inútil da Coca-Cola ou "pra que serve essa propaganda"?

"Se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda." (Henry Ford)

Hoje, quando fui na padaria, retirei um folder que havia em cima do balcão:


Você, leitor, assim como eu, deve ter feito inúmeras perguntas como:
  • Em que consiste a campanha?
  • Quem pode doar agasalhos?
  • Como doar?
  • Onde levar agasalhos pra doação?
  • Quem receberá os agasalhos?
  • Quais as datas?
  • Quem doa concorre a alguma coisa?
  • Qual o telefone dos organizadores?
  • Qual o endereço dos organizadores?
  • Onde posso ligar pra saber mais informações sobre a campanha?
  • Em qual site posso ler mais sobre a campanha?
E por último:
  • Porque raios uma empresa gasta dinheiro imprimindo um folder tão inútil como esse?
Obviamente que esse folder não foi impresso pela Coca-Cola, já que a empresa possui uma das melhores equipes de marketing no mundo, mas sim pela distribuidora de Itapeva (Loureiro & Loureiro), que certamente não possui um setor de marketing, ou se possui, não está fazendo seu trabalho direito.

Acho que andaram levando a sério demais a frase de Henry Ford, citada no início deste artigo, esquecendo que ele se referia, obviamente, a propagandas BEM FEITAS e não a propagandas inúteis.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pequena crítica às Novas Classes Sociais da SEAE

Foi divulgado recentemente um estudo da Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos (SEAE), referentes a "novas classes sociais" (1), onde a secretaria afirma que, famílias cuja renda per capita esteja entre R$ 291 e 1019 pertencem à Classe Média. Dentre outras afirmações, classificam que, quem ganha acima de R$ 1020 já pertencem à Classe Alta.

Neste artigo, primeiramente quero deixar claro que a finalidade não é falar sobre política, nem sobre o PT, mas demonstrar, com bases em estudos sérios e cálculos de entidades idôneas os erros dessas "novas classes sociais"

Definir com clareza os limites econômicos e os requisitos para se pertencer a cada classe torna-se complicado, uma vez que os autores e especialistas no assunto divergem e mesmo porque as relações de consumo e a forma de vida variam de pessoa para pessoa, mas TODOS mostram que as "classes sociais" ou hierarquia da sociedade estão muito distantes daquilo que essa pesquisa apontou neste final de maio.

Para o IBGE, ainda que utilizem outra variável (Renda familiar, ao invés de renda per capita), a Classe C (equivalente a Classe Média) seria alguém que tenha renda de 6 a 15 salários mínimos. Dividindo-se esse número pela média brasileira (que é de 3,53 pessoas por família), chegaríamos ao mínimo aproximado de R$ 1057,22 per capita. Nota-se que é quase 4 vezes mais do que o padrão mínimo da "Baixa Classe Média" divulgado neste ano pela SEAE.

Outro indicador sério, utilizado pela ABEP (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas) utiliza valores semelhantes ao IBGE, de R$ 1194,00 para a Classe C, por exemplo. Se formos comparar agora a Baixa Classe Alta da SEAE, cuja renda mínima é de R$ 1120,00 per capita, com a Classe A2 (R$ 6563 per capita )da ABEP, teríamos uma diferença ainda mais gritante: de mais de 4 vezes a diferença.

Como se os números não fossem necessários para entender o grande equívoco desta Secretaria irei fazer uma pequena análise usando a tão conhecida Pirâmide de Maslow.

Entende-se a pirâmide da seguinte forma: O ser humano possui uma hierarquia nas suas necessidades, sendo as que estão abaixo prioritárias e as demais vindo em consequência da realização das inferiores. Ou seja, alguém que não tenhoa suprido suas necessidades fisiológicas (a fome por exemplo) não terá tempo nem interesse em querer suprir as outras necessidades superiores. Para o melhor entendimento da pirâmide, sugiro ler um pequeno resumo que fiz que consta ao final deste artigo (2) e, para estudo mais aprofundado, as fontes citadas ao final do resumo.

Para levar a fundo essas "Novas Classes Sociais" determinadas pelo governo, basta ver por exemplo a "Média Classe Média", que teoricamente equivale-se ao exato centro da pirâmide

Uma pessoa da "Média Classe Média" (renda per capita de R$ 442 a R$ 641) pode dizer que já conseguiu satisfazer, ao menos em grande maioria, suas necessidades de fisiológicas e de segurança, ou seja, um indivíduo com um salário de R$ 442,00 per capita realmente já pode comer, beber, ter uma casa, comprar roupas suficientes, pagar suas contas, ter um pequeno conforto (internet, TV a cabo), um seguro de vida, Plano de Saúde, etc e agora pensa em se adequar socialmente frequentando certos ambientes como bares exclusivos, teatros, clubes e associações?
Se os gênios que fizeram esse cálculo das "Novas Classes Sociais" conseguirem me explicar qual foi a mágica para fazer R$ 442,00 render tanto, eu ficaria muito satisfeito.

Tabela comparativa das classificações de Classes Sociais segundo a ABEP, IBGE e SEAE
PARA VISUALIZAR A TABELA, CLIQUE NA IMAGEM


Everton do N. Siqueira
Especialista em Marketing

Referências:

(1) http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/05/classe-media-tem-renda-entre-r-291-e-r-1019-diz-governo.html


(2) A pirâmide de Maslow:



Necessidades Fisiológicas: Fome, sede, repouso, de abrigo, enfim, as necessidades mais "instintivas" do homem e necessárias para sua existência.

Necessidades de Segurança: Não se trata de "comprar alarmes", mas sim de segurança financeira, saúde e bem-estar, seguros, etc. É nessa fase das necessidades que o indivíduo começa a fazer planos futuros, bem como pensar  em pequenas exigências nas suas compras,  como um alimento mais saboroso ou uma roupa um pouco melhor.

Necessidades Sociais: Tendo satisfeito as duas necessidades anteriores, o indivíduo começa então a se preocupar socialmente, no exemplo econômico, podemos citar quando ele começa a frequentar  determinados bares, ou ir a lugares para se "enquadrar socialmente". As propagandas de cerveja tentem a explorar muito bem esta necessidade. Há um ditado popular que diz: "Pobre não tem depressão"; longe de querer abrir um debate sobre o assunto, até mesmo porque não sou médico, se analisarmos somente do ponto de vista mercadológico embasados na pirâmide de Maslow, poderemos perceber que até faz sentido: quem se preocupa apenas com suas necessidades mais básicas (fisiológicas e de segurança) não estarão atentos a perceber não estarem insatisfeitos em suas necessidades sociais. Geralmente é neste nível das necessidades, que algumas pessoas começam a ter crises existenciais (ex: "Ninguém me ama"!)

Necessidades de Auto-Estima: São as necessidades onde o indivíduo procura se auto-realizar, procurando evitar a depressão e nesta etapa começa, por exemplo, a "filosofar sobre a vida". No tocante à seu comportamento de consumo, é nesta etapa por exemplo que começa a preocupar-se mais com a qualidade das roupas, das marcas do que consome, e a gastar mais para ter se "sentir melhor". É aqui também que começam as cirurgias e operações estéticas, os investimentos em beleza, etc.

Necessidades de Auto-Realização: Tendo atingido, ao menos parcialmente, as outras quatro necessidades, os seres humanos tentem a buscar cada vez mais uma realização interior, sendo assim, o própio autor da pirâmide (Maslow) descreve que esta necessidade jamais poderá ser totalmente satisfeita, pois faz parte do homem estar sempre "buscando mais". No aspecto do consumo, é aqui que entra o mercado de luxo propriamente dito, ou mesmo as viagens frequentes ao exterior, a compra de carros importados, etc. Percebe-se que faz então sentido o aspecto "ilimitado" destas necessidades, uma vez que todos os ricos que possuem luxos, geralmente querem mais luxo, mais riqueza e cada vez mais, tendem a comprar produtos mais caros.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Da internet às vitrines

Há tempos não postava aqui...mas encontrei essa imagem que mostra bem a forma como as empresas podem usar os virais da internet e levá-las ao seu público "off line" de forma criativa, sem grandes gastos, e certamente, com um enorme retorno.



Para relembrar, vamos assistir novamente o vídeo?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Antigas profissões com novos nomes

Abaixo, uma forma de melhorar seu currículo e conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho:

* Especialista em Marketing Impresso (boy da xerox)
* Supervisor Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde (faxineiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Interna (porteiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Noturna (vigia)
* Distribuidor de Recursos Humanos (motorista de ônibus)
* Distribuidor de Recursos Humanos VIP (motorista de táxi)
* Distribuidor Interno de Recursos Humanos (Ascensorista)
* Diretora de Saneamento de Áreas (a tia que limpa o banheiro)
* Especialista em Logística de Energia Combustível (frentista)
* Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (peão de obra)
* Segundo Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (ajudante de pedreiro)
* Especialista em Logística de Documentos (office-boy)
* Especialista Avançado em Logística de Documentos (motoboy)
* Consultor de Assuntos Gerais e Não Específicos (vidente)
* Técnico de Marketing Direcionado (distribuidor de santinho nas esquinas)
* Especialista em Logística de Alimentos (garçom)
* Coordenador de Fluxo de Artigos Esportivos (gandula)
* Distribuidor de Produtos Alternativos de Alta Rotatividade (camelô)
* Técnico Saneador de Vias Publicas (gari)
* Especialista em Entretenimento Masculino (puta)
* Especialista em Entretenimento Masculino Sênior (puta de luxo)
* Dublê de Especialista em Entretenimento Masculino (travesti)
* Supervisor dos Serviços de Entretenimento Masculino (cafetão)
* Técnico em Redistribuição de Renda (ladrão)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UOL - Atenção para o novo golpe da banda larga

O golpe não é tão novo assim, pois já conheço casos de pessoas que foram vítimas há alguns meses atrás.

Os usuários do Speedy (barda larga da Telefônica) recebem uma ligação de um suposto atendente da UOL afirmando que a partir de agora não é mais possível continuar usando o Speedy da Telefônica com provedores grátis e assim eles começam a mostrar as vantagens de assinar UOL, como "o provedor mais vantajosos dentre os provedores pagos".


Quando recebi a ligação, no mês de junho, eu desliguei e disse ao atendente que iria entrar em contato com a Telefônica para maiores esclarecimentos, no exato momento em que ele já pedia para que eu passasse o número da minha conta para autorizar o pagamento das taxas.

Ao ligar para a Telefônica, falei com dois atendentes para ter certeza da informação e ambos me informaram que AINDA É POSSÍVEL UTILIZAR BANDA LARGA acessando com um provedor grátis.

Não duvido, mas também não posso afirmar positivamente nada a respeito da qualidade dos serviços oferecidos pela UOL, mas é uma tremenda má fé que façam isso com os consumidores.

Detalhe que as únicas formas de pagamento que a UOL aceita quando faz essa ligação é o Cartão de Crédito e o Débito em Conta Corrente.

Uma vez autorizada essa cobrança é praticamente impossível retirá-la, o consumidor fica no "jogo de empurra" dos atendentes de tele marketing que falam que isso deve ser resolvido na agência e o gerente por sua vez diz que a cobrança deve ser discutida com a UOL". Enquanto isso o pagamento continua sendo debitado automaticamente da sua conta, ou do seu Cartão de Crédito.

Dica para quem receber essa ligação:

  • Grave o telefonema e anote o número que ligou.
  • Ligue para a Telefônica no número 10315 e confirme tudo que eu disse acima, que AINDA É POSSÍVEL UTILIZAR PROVEDORES GRÁTIS.
  • Entre em contato com o Procon de sua cidade e informe do ocorrido.