quinta-feira, 14 de junho de 2012

Porque contratar um gestor em redes sociais?

Muitas empresas não dão valor à gestão das redes sociais e acabam colocando um profissional não qualificado para atender, atualizar e gerir as informações das redes como Twitter, Facebook, Orkut.

A visão de que, trabalhar nas redes seja algo simples pode parecer correta à primeira vista e talvez seja a visão da maioria dos donos de micro e pequenas empresas mas, se a empresa almeja realmente se fazer presente e utilizar destas ferramentas, o uso inadequado destas redes, não apenas pode ser inútil como pode até desvalorizar, diminuir a confiança e até mesmo destruir completamente uma boa imagem que os clientes tenham dela.

Podemos comparar a gestão das redes sociais com qualquer outra atividade, desde a gerência, passando pelas vendas, até aquele encanador terceirizado que a cada dois meses passa na empresa fazer um pequeno conserto nas tubulações.

O argumento destes cai por terra pela seguinte comparação. Eu, formado em Marketing, sem nunca ter trabalhado como caixa de supermercado, nem como estoquista, nem como eletricista, poderia muito bem passar as compras no caixa e voltar troco, colocar 200 potes de achocolatado na prateleira correta e também colocar uma tomada e ligar o ar condicionado...Tranquilamente eu poderia fazer isso mas, será que o caixa faz apenas isso? Será que eu teria a mesma competência do que aquela pessoa treinada que gosta de trabalhar nessa área?Será que, ao instalar uma "nova tomada", eu teria a mesma preocupação e visão do que uma pessoa que foi TREINADA para isso (um eletricista)?

O mesmo podemos dizer das redes sociais. Acessar o Facebook ou o Twitter e postar "Hoje temos 10% de desconto para eletrodomésticos" é fácil, realmente muito fácil, talvez até minha sobrinha de 10 anos consiga fazer isso, mas será que "gestão em redes sociais" se trata apenas disso?

Explicar detalhadamente do que se trata poderia tomar muito tempo do leitor, mas convém ressaltar algumas das atividades da gestão das redes sociais: definir, distinguir e separar o público alvo, descobrir a melhor forma de se relacionar com estes, falar e escutar o cliente, publicar conteúdos que sejam realmente relevantes para as pessoas, estar atento às interações e respondê-las com clareza, presteza, prontidão e superando as expectativas, responder as críticas de forma educada, cortês, gentil e distinta, dentre outras tantas atividades.

Ao dizer que qualquer pessoa pode gerir a rede social da sua empresa se está cometendo o mesmo erro que dizer que qualquer um poderia ser professor afinal "Basta apenas fazer login e publicar uma promoçãozinha uma vez ao dia"  ou "basta apenas copiar na lousa aquilo que está no livro".

Será mesmo?
Na dúvida sobre a segunda afirmativa, pergunte a qualquer professor.

Na dúvida sobre a primeira, pergunte a mim.
Entre em contato e agende uma consultoria pessoal ou virtualmente.

Everton do N. Siqueira
Formado em Marketing pelas Faculdades de Tecnologia Internacional
everton2040@hotmail.com

sábado, 2 de junho de 2012

Um folder inútil da Coca-Cola ou "pra que serve essa propaganda"?

"Se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda." (Henry Ford)

Hoje, quando fui na padaria, retirei um folder que havia em cima do balcão:


Você, leitor, assim como eu, deve ter feito inúmeras perguntas como:
  • Em que consiste a campanha?
  • Quem pode doar agasalhos?
  • Como doar?
  • Onde levar agasalhos pra doação?
  • Quem receberá os agasalhos?
  • Quais as datas?
  • Quem doa concorre a alguma coisa?
  • Qual o telefone dos organizadores?
  • Qual o endereço dos organizadores?
  • Onde posso ligar pra saber mais informações sobre a campanha?
  • Em qual site posso ler mais sobre a campanha?
E por último:
  • Porque raios uma empresa gasta dinheiro imprimindo um folder tão inútil como esse?
Obviamente que esse folder não foi impresso pela Coca-Cola, já que a empresa possui uma das melhores equipes de marketing no mundo, mas sim pela distribuidora de Itapeva (Loureiro & Loureiro), que certamente não possui um setor de marketing, ou se possui, não está fazendo seu trabalho direito.

Acho que andaram levando a sério demais a frase de Henry Ford, citada no início deste artigo, esquecendo que ele se referia, obviamente, a propagandas BEM FEITAS e não a propagandas inúteis.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pequena crítica às Novas Classes Sociais da SEAE

Foi divulgado recentemente um estudo da Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos (SEAE), referentes a "novas classes sociais" (1), onde a secretaria afirma que, famílias cuja renda per capita esteja entre R$ 291 e 1019 pertencem à Classe Média. Dentre outras afirmações, classificam que, quem ganha acima de R$ 1020 já pertencem à Classe Alta.

Neste artigo, primeiramente quero deixar claro que a finalidade não é falar sobre política, nem sobre o PT, mas demonstrar, com bases em estudos sérios e cálculos de entidades idôneas os erros dessas "novas classes sociais"

Definir com clareza os limites econômicos e os requisitos para se pertencer a cada classe torna-se complicado, uma vez que os autores e especialistas no assunto divergem e mesmo porque as relações de consumo e a forma de vida variam de pessoa para pessoa, mas TODOS mostram que as "classes sociais" ou hierarquia da sociedade estão muito distantes daquilo que essa pesquisa apontou neste final de maio.

Para o IBGE, ainda que utilizem outra variável (Renda familiar, ao invés de renda per capita), a Classe C (equivalente a Classe Média) seria alguém que tenha renda de 6 a 15 salários mínimos. Dividindo-se esse número pela média brasileira (que é de 3,53 pessoas por família), chegaríamos ao mínimo aproximado de R$ 1057,22 per capita. Nota-se que é quase 4 vezes mais do que o padrão mínimo da "Baixa Classe Média" divulgado neste ano pela SEAE.

Outro indicador sério, utilizado pela ABEP (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas) utiliza valores semelhantes ao IBGE, de R$ 1194,00 para a Classe C, por exemplo. Se formos comparar agora a Baixa Classe Alta da SEAE, cuja renda mínima é de R$ 1120,00 per capita, com a Classe A2 (R$ 6563 per capita )da ABEP, teríamos uma diferença ainda mais gritante: de mais de 4 vezes a diferença.

Como se os números não fossem necessários para entender o grande equívoco desta Secretaria irei fazer uma pequena análise usando a tão conhecida Pirâmide de Maslow.

Entende-se a pirâmide da seguinte forma: O ser humano possui uma hierarquia nas suas necessidades, sendo as que estão abaixo prioritárias e as demais vindo em consequência da realização das inferiores. Ou seja, alguém que não tenhoa suprido suas necessidades fisiológicas (a fome por exemplo) não terá tempo nem interesse em querer suprir as outras necessidades superiores. Para o melhor entendimento da pirâmide, sugiro ler um pequeno resumo que fiz que consta ao final deste artigo (2) e, para estudo mais aprofundado, as fontes citadas ao final do resumo.

Para levar a fundo essas "Novas Classes Sociais" determinadas pelo governo, basta ver por exemplo a "Média Classe Média", que teoricamente equivale-se ao exato centro da pirâmide

Uma pessoa da "Média Classe Média" (renda per capita de R$ 442 a R$ 641) pode dizer que já conseguiu satisfazer, ao menos em grande maioria, suas necessidades de fisiológicas e de segurança, ou seja, um indivíduo com um salário de R$ 442,00 per capita realmente já pode comer, beber, ter uma casa, comprar roupas suficientes, pagar suas contas, ter um pequeno conforto (internet, TV a cabo), um seguro de vida, Plano de Saúde, etc e agora pensa em se adequar socialmente frequentando certos ambientes como bares exclusivos, teatros, clubes e associações?
Se os gênios que fizeram esse cálculo das "Novas Classes Sociais" conseguirem me explicar qual foi a mágica para fazer R$ 442,00 render tanto, eu ficaria muito satisfeito.

Tabela comparativa das classificações de Classes Sociais segundo a ABEP, IBGE e SEAE
PARA VISUALIZAR A TABELA, CLIQUE NA IMAGEM


Everton do N. Siqueira
Especialista em Marketing

Referências:

(1) http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/05/classe-media-tem-renda-entre-r-291-e-r-1019-diz-governo.html


(2) A pirâmide de Maslow:



Necessidades Fisiológicas: Fome, sede, repouso, de abrigo, enfim, as necessidades mais "instintivas" do homem e necessárias para sua existência.

Necessidades de Segurança: Não se trata de "comprar alarmes", mas sim de segurança financeira, saúde e bem-estar, seguros, etc. É nessa fase das necessidades que o indivíduo começa a fazer planos futuros, bem como pensar  em pequenas exigências nas suas compras,  como um alimento mais saboroso ou uma roupa um pouco melhor.

Necessidades Sociais: Tendo satisfeito as duas necessidades anteriores, o indivíduo começa então a se preocupar socialmente, no exemplo econômico, podemos citar quando ele começa a frequentar  determinados bares, ou ir a lugares para se "enquadrar socialmente". As propagandas de cerveja tentem a explorar muito bem esta necessidade. Há um ditado popular que diz: "Pobre não tem depressão"; longe de querer abrir um debate sobre o assunto, até mesmo porque não sou médico, se analisarmos somente do ponto de vista mercadológico embasados na pirâmide de Maslow, poderemos perceber que até faz sentido: quem se preocupa apenas com suas necessidades mais básicas (fisiológicas e de segurança) não estarão atentos a perceber não estarem insatisfeitos em suas necessidades sociais. Geralmente é neste nível das necessidades, que algumas pessoas começam a ter crises existenciais (ex: "Ninguém me ama"!)

Necessidades de Auto-Estima: São as necessidades onde o indivíduo procura se auto-realizar, procurando evitar a depressão e nesta etapa começa, por exemplo, a "filosofar sobre a vida". No tocante à seu comportamento de consumo, é nesta etapa por exemplo que começa a preocupar-se mais com a qualidade das roupas, das marcas do que consome, e a gastar mais para ter se "sentir melhor". É aqui também que começam as cirurgias e operações estéticas, os investimentos em beleza, etc.

Necessidades de Auto-Realização: Tendo atingido, ao menos parcialmente, as outras quatro necessidades, os seres humanos tentem a buscar cada vez mais uma realização interior, sendo assim, o própio autor da pirâmide (Maslow) descreve que esta necessidade jamais poderá ser totalmente satisfeita, pois faz parte do homem estar sempre "buscando mais". No aspecto do consumo, é aqui que entra o mercado de luxo propriamente dito, ou mesmo as viagens frequentes ao exterior, a compra de carros importados, etc. Percebe-se que faz então sentido o aspecto "ilimitado" destas necessidades, uma vez que todos os ricos que possuem luxos, geralmente querem mais luxo, mais riqueza e cada vez mais, tendem a comprar produtos mais caros.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Da internet às vitrines

Há tempos não postava aqui...mas encontrei essa imagem que mostra bem a forma como as empresas podem usar os virais da internet e levá-las ao seu público "off line" de forma criativa, sem grandes gastos, e certamente, com um enorme retorno.



Para relembrar, vamos assistir novamente o vídeo?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Antigas profissões com novos nomes

Abaixo, uma forma de melhorar seu currículo e conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho:

* Especialista em Marketing Impresso (boy da xerox)
* Supervisor Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde (faxineiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Interna (porteiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Noturna (vigia)
* Distribuidor de Recursos Humanos (motorista de ônibus)
* Distribuidor de Recursos Humanos VIP (motorista de táxi)
* Distribuidor Interno de Recursos Humanos (Ascensorista)
* Diretora de Saneamento de Áreas (a tia que limpa o banheiro)
* Especialista em Logística de Energia Combustível (frentista)
* Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (peão de obra)
* Segundo Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (ajudante de pedreiro)
* Especialista em Logística de Documentos (office-boy)
* Especialista Avançado em Logística de Documentos (motoboy)
* Consultor de Assuntos Gerais e Não Específicos (vidente)
* Técnico de Marketing Direcionado (distribuidor de santinho nas esquinas)
* Especialista em Logística de Alimentos (garçom)
* Coordenador de Fluxo de Artigos Esportivos (gandula)
* Distribuidor de Produtos Alternativos de Alta Rotatividade (camelô)
* Técnico Saneador de Vias Publicas (gari)
* Especialista em Entretenimento Masculino (puta)
* Especialista em Entretenimento Masculino Sênior (puta de luxo)
* Dublê de Especialista em Entretenimento Masculino (travesti)
* Supervisor dos Serviços de Entretenimento Masculino (cafetão)
* Técnico em Redistribuição de Renda (ladrão)

terça-feira, 29 de março de 2011

Nova Propaganda da Coca-Cola - Existem razões para acreditar


O vídeo fala por si só e já emociona aquele que assiste, mesmo assim quero tecer alguns comentários.

Quando perguntaram a Philip Kotler, se ele tivesse que optar pela marca da Coca-Cola ou por todas suas fábricas o mestre não ousou responder: "a marca". Quando consumimos produtos como a Coca-Cola, não estamos necessariamente apenas ingerindo o alimento ou bebida oferecidos, mas também toda a imagem e filosofia que a marca traz em si.

Me admiro muito em ver a maneira como a Coca-Cola construiu sua marca, com mensagens positivas, aliando seu nome à família tradicional, reunida na mesa, almoçando juntos, sempre mostrando o sorriso estampado no rosto das pessoas.

Estamos no início de 2011, diante de guerras e mortes ocorrendo no oriente médio, diante de catástrofes naturais que aos poucos estão fazendo as pessoas desacreditarem na existência de bondade neste mundo. O Brasil hoje ocupa o 6º lugar no ranking de homicídios no mundo e quase 40% dos nossos jovens morrem desta forma trágica (1). Tais fatos e dados, aliados às dificuldades do mundo moderno, onde quase 50 milhões de brasileiros vivem com apenas R$ 80 por mês (2), tem levado muitos a perder a esperança, perder a fé, aumentando assim o número de pessoas depressivas que hoje já são cerca de 13 milhões de brasileiros (3).

A Coca-Cola, além de divulgar a tua marca, quer mostrar com este comercial (baseado em um estudo real, segundo a empresa) que mesmo com o desânimo, a corrupção, a destruição do meio ambiente, as guerras e o medo, ainda existem coisas boas em número significativamente maior.

A propaganda inicia com o "desânimo" e, contrariamente a ele, coloca o número muito maior de "casais que planejam ter filhos",  porque já faz parte da marca valorizar a família tradicional e unida, respeitando a vida. Talvez seja essa uma das chaves do sucesso da marca, valorizando a família e o respeito pelo ser humano, enquanto muitas outras (como as propagandas de cerveja por exemplo) fazem questão de atacar e destruir.

Quanto cita a corrupção, que hoje descaradamente vemos em várias partes do Brasil, o comercial enfatiza um número maior de pessoas que doam um pouco de seu sangue para salvar milhares de pessoas que estão precisando.

Depois de várias comparações, todas com ênfase otimista, a Coca-Cola então, de maneira discreta e brilhante, compara o "número de armas", hoje responsáveis por milhares de mortes nas guerras que assistimos no oriente médio com um número muito maior de "pessoas compartilhando Coca-Cola".



sexta-feira, 25 de março de 2011

Homem processa Unilever por usar "Axe" e não conseguir namorada

Oportunismo ou descuido de quem fez a ação promocional do desodorante?

Um rapaz indiano deicidiu processar a empresa Unilever, fabricante dos desodorantes Axe, por passar sete anos à espera do ''efeito axe''; sem obter resultados, reporta o site Aanova.com.

Vaibhav Bedi, de 26 anos, quer uma indenização de 26 mil libras (cerca de 74 mil reais) por ''depressão e danos psicológicos''; causados no período em que ele usou o desodorante, convicto de que iria atrair várias mulheres, como é mostrado em diversas propagandas do produto.

Oficiais de justiça de Nova Déli acataram o pedido e concordaram em fazer exames laboratoriais com os frascos de desodorante usados por ele. O rapaz alegou que sempre seguiu corretamente todas as instruções de uso e de armazenamento do produto, mas nem por isso conseguiu arrumar uma namorada.

A Unilever não quis se pronunciar sobre o caso.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O pleonasmo no atendimento

Antes de escrever sobre o atendimento no PDV, preciso esclarecer aos leitores o que é "pleonasmo".

Resumidamente podemos dizer que pleonasmo é a repetição desnecessária de um termo ou idéia. Podemos citar por exemplo frases como "subir pra cima", "descer pra baixo" ou "peidar pelo cu".

Espero que tenha ficado claro a idéia de pleonasmo, caso ainda restem dúvidas, recomendo assistir o vídeo abaixo:


Pleonasmo no Ponto de Venda
Uma vez que tenho certeza que os leitores sabem o que é pleonasmo (exceto as loiras burras - ops, outro pleonasmo!) posso passar à minha explanação.

Ter atendentes que atendam pode soar como pleonasmo, afinal, o atendente não faz outra coisa senão ATENDER. Isso teoricamente, porque na prática, não raras as vezes entramos em um local para ter um problema resolvido e saímos com dois, ou seja, o atendimento não atende as necessidades do cliente.

Outro dia entrei em uma loja de roupas e perguntei ao "atendente" se eles vendiam sobretudo, ao que ele me responde que sim, apontando uma jaqueta (igual essas de motoqueiro). Na hora percebi tratar-se de um vendedor despreparado e claramente identifiquei um ATENDIMENTO QUE NÃO ATENDE, afinal, para um VENDEDOR DE ROUPA, não saber a diferença entre sobretudo e jaqueta é um erro gravíssimo.

O atendimento é parte essencial da empresa, a dica que dou é: Se você estiver fazendo algum serviço e chegar uma pessoa para ser atendida, PARE TUDO QUE ESTIVER FAZENDO, não importa que seja o relatório que faltam 5 minutos pra encerrar o prazo, ou aquilo que teu chefe pediu pra ontem ou que se expediente esteja acabando. Se o relatório atrasar 10 minutos você ainda pode resolver e explicar o motivo do atraso, o chefe (se for realmente um líder verdadeiro) entenderá o atraso, se foi devido a atendimento ao cliente, o expediente pode ser negociado a hora extra com seu patrão, mas o cliente insatisfeito NÃO volta, e ainda vai contar pra muita gente sobre o descaso que recebeu.


Fica aqui a explicação dos motivos que me levam a crer que "atendimento que atenda" não soa como pleonasmo, mas como um diferencial competitivo. Caso discorde, deixe um comentário.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marketing é uma profissão “do mal”?

O preconceito existe, e não é pequeno. Elas vão desde equívocos até a preconceitos totalmente ridículos.

Logo que entrei na faculdade ouvi alguns comentários distorcidos tais como “Cara, que beleza, agora tu vai aprender a enganar a galera” , um outro ainda mais ousado (e mais ignorante e estúpido também) exclamou: “Tu vai sair da faculdade com um 171 do caralho!!!”

Se assim fosse, obviamente o marketing seria uma “profissão do mal”, algo semelhante a um traficante de drogas, ou um estelionatário, mas essa não é a realidade.

O que é o Marketing?

Existem diversas definições, mas vou citar somente uma, que também foi a primeira com a qual tive contato , logo que entrei na faculdade, na primeira aula:

“Marketing é a arte de criar e distribuir um produto ou serviço de forma econômica e rentável, de maneira a atender plenamente às necessidades e aos desejos de um consumidor." (Kotler).- Grifos meus.

Atentemos para as três partes que grifei na definição de Kotler:

1)Marketing é uma arte: O Marketing, em sua história,já foi cálculos, já foi administração empresarial, e já passou por diversas mudanças, mas hoje é considerada uma arte. Na atual dinâmica do mercado, o profissional de marketing deve ser um verdadeiro artista, entendendo os anseios do seu consumidor alvo para satisfazê-lo. Com a rapidez com que os gostos e as necessidades mudam, faz-se necessário que o profissional seja dinâmico e em constante transformação.

2)Forma econômica e rentável: O Marketing vista descobrir formas de satisfazer o consumidor de uma forma eficaz, com o mínimo de gasto, trazendo (obviamente) um retorno financeiro à empresa. Aqui entende-se que, embora a única fonte de lucro de uma empresa seja o consumidor, esse lucro deve ser apenas a consequência de uma necessidade do consumidor, que foi atendida pela empresa. Alguns estudiosos, inclusive, dizem que a função do marketing é tornar a venda obsoleta, fruto de uma necessidade atendida de forma plenamente satisfatória.

3)Atender plenamente às necessidades de um consumidor: Se antigamente as empresas focavam na produção ou nas vendas, hoje o foco é a vontade do consumidor. E quebra-se o título do tópico e o grande preconceito de uma parte das pessoas que julgam o Marketing como mau ou como “empurrologia”. O Marketing não parte do pressuposto de apresentar o produto ao consumidor, mas sim o inverso, de fazer um produto conforme as necessidades e desejos do mesmo.



Também precisamos deixar claro que o marketing é muito mais do que a ignorância popular costuma pregar, como sinônimo de propaganda ou de vendas. Embora a propaganda e a promoção de vendas, sejam partes do marketing, elas nunca podem existir sem um bom trabalho de planejamento anterior. A propaganda por si só não é capaz de nada e a promoção de vendas necessita um planejamento para que funcione de forma eficaz. E aqui se dá um grande erro, por exemplo, dos micro-empresários, que acham que BASTA fazer um anúncio e colocar em determinado lugar para que dê resultados.

O marketing , em se tratando de propagandas, visa estudar, analisar, entender e adaptar os anúncios, baseando-se em pesquisas e dados empíricos, conforme a necessidade da empresa, atingindo o público-alvo pré-estabelecido de uma maneira eficaz.

No caso das promoção de vendas, o marketing não visa “ensinar o vendedor a enganar” ou fazer “lavagem cerebral” como muitos pensam (Aliás, isso é algo que todo profissional de marketing abomina e trata com desprezo!), mas visa fazer exatamente o contrário, capacitar e dar treinamento à equipe de vendas, afim de que eles tenham a consciência e consigam tratar o consumidor da melhor forma possível.

Autor: Everton do N. Siqueira - Estudante de Marketing
Originalmente publicado no site www.pontomarketing.com.br

quarta-feira, 17 de março de 2010

Afundando um Submarino...

Recebi em meu e-mail a seguinte newsletter da loja Submarino:
Aparentemente parece uma promoção imperdível, não acha? Qualquer pessoa poderia ficar extremamente feliz e pensar: "Posso comprar livros de R$ 41,00 por apenas R$1,00". Foi exatamente esse o pensamento que eu tive, tanto que acessei o site imediatamente já com a intenção de aumentar minha biblioteca!

Só depois de algum tempo percebi que não havia compreendido bem o anúncio:

Dando um zoom de 3x pude ler uma informação importante que tinha passado despercebida:


AGORA CONSEGUIU LER NÉ? 

A pergunta que faço é:

Porque essa letra está tão pequena e passa desapercebida aos olhos dos consumidores?

a) O espaço verde da imagem é muito pequeno e por isso não daria para aumentar o tamanho da letra.
b) Com o aumento da letra, estragaria o layout, e assim o anúncio não seria tão eficaz..
c) Tentativa clara e desonesta de querer enganar a pessoa que recebe a newsletter.

Lembrando que, além de uma desonesta tentativa de enganar as pessoas, isso também é considerado ilegal conforme o Código de Direito do Consumidor que em seu Artigo 37 assim especifica: 

"Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços."

A propaganda enganosa é sempre uma propaganda de alto impacto e que influencia muitas pessoas A COMPRAR NA CONCORRÊNCIA!

terça-feira, 16 de março de 2010

15/03 - Dia do Consumidor – Reclame e ajude as empresas!

O consumidor é a peça chave de qualquer empresa. 

Alguns empresários, erroneamente, atribuem isso ao produto ou aos seus funcionários, mas a verdade é que o consumidor é muito mais importante, seu poder é tão grande que ele pode demitir todos os funcionários de uma empresa e levá-la à falência, basta que ele faça suas compras na concorrência.

Sua importância é tão grande que existem muitas leis, decretos e resoluções que tratam especificamente de assuntos ligados a direitos dos consumidores e poucas são as leis que estabelecem deveres dos mesmos.

Se o consumidor é a peça chave e o fator decisivo em todas as ações da empresa; ele merece sempre, e em qualquer circunstância, o melhor atendimento por parte da equipe de vendas, da gerência e de todos os funcionários da empresa onde ele está adquirindo serviços ou produtos, ainda que, ao final do seu processo de decisão de compras, ele opte por comprar numa empresa concorrente.

Mas, infelizmente, esse melhor atendimento nem sempre existe. Não é difícil encontrar reclamações de consumidores insatisfeitos com as empresas, seja por atraso na entrega, por má qualidade, ou por preços abusivos, mas o que mais pesa na avaliação da empresa por parte do consumidor ainda é o bom atendimento (ou a falta dele). Pesquisas apontam que cerca de 30% dos consumidores saem de uma loja instantaneamente ao menor sinal de que será mal atendido, apontam também que 95% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por um produto ou serviço, se forem bem tratados pelos funcionários da empresa.

Num mercado complexo e em constante transformação, as exigências por parte do consumidor crescem  e se modificam a cada dia. Os serviços prestados hoje já não o satisfarão amanhã, e o que é comprado hoje não é o mesmo que foi comprado há 15 dias atrás. A transformação e as exigências são tantas que muitas micro e pequenas empresas já nascem fadadas ao fracasso à medida que não possuem estrutura ou preocupação suficiente para entender o pensamento e as necessidades de seus consumidores.

Por isso, nesse Dia do Consumidor, faço um apelo a todos: Ajudem o empresário a fornecer o melhor produto e serviço a você através de uma iniciativa simples, façam sua críticas e reclamações junto aos órgãos competentes e também diretamente à gerência das empresas. É isso mesmo, reclame! Somente assim, através desse feedback, as empresas poderão perceber seus pontos falhos e melhorar seus serviços prestados. Quem ganha é você! 

“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.”(Santo Agostinho) 

Feliz Dia do Consumidor.

Itapeva, 15 de março de 2010 

Everton do N. Siqueira – Estudante de Marketing 

É permitida a reprodução deste artigo por qualquer meio digital (sites, blogs, etc) mas a sua reprodução em jornais impressos é exclusivo para o Jornal A Gazeta Notícias, que sairá publicado dia 18 de março de 2010. A reprodução impressa em qualquer outro veículo de informação de Itapeva é proibida sem a autorização prévia assinada pelo autor.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pão de Gente?

Em uma sociedade de produtos semelhantes, um diferencial de produto pode trazer uma vantagem competitiva enorme sobre seus concorrentes.

Uma padaria da Tailândia resolveu investir nesta estratégia de diferenciação de produtos e começou a fazer seus pãezinhos em formatos jamais vistos em outras padarias...Confira as fotos abaixo, e um vídeo ao final.


 



E aí? ficou com fome? Você comeria esses pãezinhos?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Pequeno Príncipe e suas lições aplicadas ao Marketing

“A sociedade do excesso tem um excesso de empresas similares, que empregam pessoas similares, de formação similar, com idéias similares, que produzem coisas similares,, por preço similares e de qualidade similar. Num universo de empresas similares, em uma sociedade cada vez mais diversa, o cliente quer ser único.” (Nordström; Riddestrale, 2001)

A cada dia que passa o Mercado de Trabalho torna-se mais competitivo, a concorrência cresce constantemente. O consumidor, por sua vez, torna-se mais exigente e procura cada vez mais um atendimento que atenda as suas necessidades e desejos. Se antes era possível vender o mesmo produto, da mesma forma durante longas datas, para todos os tipos de consumidores, hoje as empresas devem modificar-se constantemente, segmentar o seu mercado adaptando seus produtos para cada tipo de consumidor, ou correm o risco de cair no esquecimento.

O triste é saber que, na maioria das vezes, principalmente no varejo, as empresas parecem todas iguais, um aglomerado de prédios e placas aleatórias que nada transmitem e, às vezes, nada representam.

Caminhando pelo centro de Itapeva, comecei a observar as lojas e o comércio à minha volta e, à exceção das grandes varejistas como Casas Bahia, Pernambucanas etc, as lojas me pareciam todas iguais, a única coisa que as diferenciavam era a fachada e o rosto dos atendentes (grande diferencial!).

Comecei a observar as promoções e também eram bastante parecidas (Aqui 3x sem juros – Ali 4x sem juros – Do outro lado 50% de desconto – Logo abaixo 40% de desconto). Parece impressionante mas a maioria dos empresários ainda acha que o único modo de competir é utilizando-se dos preços. Acham que as vendas seguem um raciocínio lógico: “quem possui o preço mais baixo e um prazo maior tem maior sucesso”, mas será que esse pensamento condiz à realidade?

Isso me fez lembrar de um famoso livro de Antoine de Sant-Exupéry: “O Pequeno Príncipe”.O  livro traz em suas páginas grandes ensinamentos que também podem ser aplicados ao mundo empresarial:

O Pequeno Príncipe ao se aproximar da raposa a convida para brincar, ao passo que ela responde: 

"Não posso, não me cativaram ainda”. 

A raposa então explica ao Pequeno Príncipe que, se ele não a cativar, ele será como um humano qualquer, apenas um no meio de tantos. Eu, no momento em que passeava pelo centro da cidade, me senti como aquela raposa, via tantas lojas, mas eram iguais, nenhuma me cativara e a única coisa que elas tinham a oferecer eram produtos iguais, serviços iguais, de um modo igual.

Precisava que alguma me cativasse, como disse a raposa, e então pensei “cadê o Marketing?”. Infelizmente, na cidade de Itapeva, não existe nenhuma Agência de Marketing e a grande “sacada” do varejo por aqui parece ser “comprar a um preço x”, colocar na prateleira a um preço x+1”, vender y unidades, e obter z de lucro, após pagar w para os n funcionários que lá trabalham”. Pura matemática! Talvez essa matemática empresarial contribua em muito para a matemática estatística do SEBRAE: 90% das micro e pequenas empresas fecham em menos de 5 anos..
.
A raposa do Pequeno Príncipe não sabia matemática, e sinceramente, mesmo sabendo matemática (e gostando, por coincidência), não me deixo cativar por um cálculo ou por um simples número menor que o número ao lado; sou um ser humano, e não uma calculadora.

Se querem cativar e conquistar um consumidor, façam como aquele principezinho fez à raposa.
A Raposa, muito sábia, diz uma brilhante e essencial frase: “Os homens nãotêm mais tempo de conhecer coisa alguma.”. Repassando ao nosso tema: “As empresas, na ânsia e na correria em aumentar seus números, não tem mais tempo de conhecer consumidor algum”. Muitos lerão este texto e deverão fazer a mesma pergunta que o principezinho fez à raposa:

“Então, que é preciso fazer?”

“É preciso ser paciente, tu te sentarás um pouco longe, e a cada dia sentará mais perto”. Infelizmente, as empresas tendem a apressar as coisas. Se o principezinho sentasse próximo da raposa, ela logo pensaria ser “apenas mais um caçador” e sairia correndo. Foi o que eu fiz neste dia; no meio de tantos predadores, todos iguais,me senti ameaçado como uma raposa e voltei para casa, não gastei nada.

“É preciso ser paciente, tu te sentarás um pouco longe e a cada dia sentará mais perto” – No Marketing, estudamos e damos importância também aos “Consumidores em Potencial”, pessoas que não utilizam um determinado produto ou serviço mas que, com o tempo poderão utilizar. O serviço de Marketing projeta suas ações também nessas pessoas para que elas venham a fazer parte do público consumidor dos produtos ou serviços da empresa. Poderíamos fazer uma re-leitura da frase da raposa: “É preciso ser paciente, tu irás comunicar-se estrategicamente com os consumidores em potencial e irá chegar cada vez mais perto...”

Só assim é possível conquistar um consumidor, mas não podemos nos esquecer também de outra dica do Pequeno Príncipe. Na continuação do episódio, a raposa diz outra brilhante frase: “O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração”.

Embora fatores concretos como embalagem, preço, peso etc, influenciem no processo de compra, muitos fatores emocionais ou psicológicos são fortes e até determinantes no momento em que os consumidores optam por escolher qual produto comprar. O bom atendimento, por exemplo, é indispensável ao varejo. Pesquisas recentes, afirmam que “95% (quase a totalidade) dos consumidores estão dispostos a pagar mais por um bom atendimento”, um fator emocional e psicológico, afinal: com bom ou mau atendimento, o produto será o mesmo, mas mesmo assim o atendimento conta decisivamente na escolha entre as diversas opções.

Nesta altura, muitos que lêem devem pensar que é difícil e leva-se muito tempo para conquistar e cativar um consumidor, que é mais fácil continuar com o velho cálculo frio, mas é justamente no tempo gasto que está a essência de um bom relacionamento, afinal: “foi o tempo que perdestes com sua rosa que fez tua rosa tão importante”.

Lembrar-se disso pode ter sido essencial também para o Pequeno Príncipe quando chegou num jardim cheio de rosas e descobriu que sua rosa não era a única no mundo, mas que existiam muitas outras semelhantes ou até iguais à dele:

“Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa,sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.”

Dentre tantas empresas, a grande maioria continua igual, pois a nenhuma rosa regaram, protegeram, mataram as larvas e a nenhuma cativaram, comportando-se apenas como predatoras num capitalismo desregrado.

É necessário que as empresas estejam conscientes do valor das rosas e da conquista do consumidor, sem esquecer-se também da frase mais bela de todo o livro: “Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas”.

Cative, e você será eternamente responsável, não apenas por um consumidor, mas por um parceiro importante e fundamental para a existência de sua empresa.

Itapeva, 29 de janeiro de 2010.
Everton do N. Siqueira - Estudante de Marketing.

E-book O Pequeno Príncipe - clique aqui para ler

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Panetone mofado e Promoção de Vendas

A promoção de vendas é um "incentivo de valor de curto prazo oferecido para aumentar o interesse pela compra de determinado produto ou serviço". (1)

Como consumidor, estava a fazer compras no COFESA Supermercados, dia 04 de janeiro de 2010 - quando me deparei com uma promoção normal para o período pós-natalino "Leve dois panetones pelo preço de um" - Efeito imediato, funcionou: Tomei o cuidado de ver a data de validade (30/03/2010) - COMPREI QUATRO (paguei dois). Abaixo a Nota Fiscal:

Hoje, ao abrir o terceiro, me deparei com um defeito no produto, cuja foto segue abaixo:

Reparem que o panetone da esquerda está íntegro e, sendo guardado no mesmo local que o outro, exclui-se a possibilidade de que o bolor tenha surgido por problemas de armazenamento.

O fato é que me senti exatamente como o Seu Madruga no episódio abaixo:


Minha atitude, como no vídeo, será também a mesma do Seu Madruga: vou reclamar no Mercado onde comprei o produto.

Que fica aí a reflexão para todos: a Promoção de Vendas possui um alto impacto no varejo, mas um desconto jamais justifica um produto estragado, como diz o Seu Madruga "É um roubo, mesmo que seja pela metade do preço..."

(1) Paixão, Márcia Valéria, Pesquisa e Planejamento de Marketing, IBPEX, 20ª edição, pág 122

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Consumidor lesado cria música para protestar

Sei que o assunto é um pouco antigo, mas é interessante e convém relembrar....

Que tal se, ao invés de ir ao Procon, procurar um advogado ou recorrer à justiça reclamar seus direitos, você usasse seu talento artístico e criasse uma música para contar o fato?

Foi isso que ocorreu com Dave Carroll, que teve seu violão danificado durante um vôo da United Airlines. Como a empresa se recusou a indenizá-lo (comprar outro instrumento), ele então utilizou sua habilidade de músico para expressar sua indignação. Essa atitude se transformou no novo hit da internet.

Dica: para ver a legenda da letra em português, assista ao vídeo em tela-cheia



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cartaz para quem?

"Determinar o público-alvo correto é provavelmente a parte mais importante de seus esforços de marketing, porque não importa o que você diga se você não disser para a pessoa certa." ( Lee Obringer )

Como é sexta-feira, sai para comprar uma Coca-Cola no mercado aqui perto e me deparei com o seguinte cartaz: "Sr. Fornecedor - Horário para recebimento de mercadorias (de tal a tal hrs.) - Não recebemos mercadorias aos sábados."

Pois bem, não nos interessa saber porque motivo existe um "horário para recebimento de mercadorias" nem o motivo pelo qual esse mercado não recebe as mercadorias nos sábados.

As perguntas que quero fazer são:
  • Porque um cartaz desses estava fixado na frente do mercado?
  • Algum consumidor necessita dessa informação?
  • Porque não colocar esse cartaz num lugar onde somente os fornecedores leiam e colocar ali (na frente do mercado, em destaque - onde todo mundo lê) um cartaz promocional ,por exemplo?
Um cartaz desses na porta do mercado é tão ridículo quanto anunciar cerveja no intervalo da TV Globinho, ou vender espetinho num Clube de Vegetarianos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reflexão sobre o atendimento nos PDV.

Selecionei alguns trechos de um famoso filme para refletirmos "como anda o atendimento nos Pontos de Venda?".

O vídeo dispensa maiores explicações:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Erros na publissidade itapevençe !

"A propaganda é a ferramenta mais poderosa para promover a conscientização das pessoas sobre uma empresa, um produto, um serviço ou uma idéia" (Kotler, Philip. Marketing para o Século XXI. 13. ed. São Paulo: Futura, 2003)

Nos mensageiros instantâneos (MSN, Yahoo, Google Talk, etc) ou nas redes sociais (Twitter, Orkut,etc) é comum nos depararmos com palavras escritas de forma errada ou informações imprecisas, mas quando se trata de propagandas, todo cuidado é necessário para evitar erros que podem sujar a imagem da marca ou da empresa.

Resolvi descer no Centro de Itapeva tomar um sorvete levando comigo minha câmera; tirei foto de algumas propagandas que merecem nossa atenção:

A primeira é um cartaz da campanha do combate à dengue:


A segunda, trata-se do anúncio de um ambiente de lazer para crianças:


O erro passa desapercebido, por isso dei um zoom na parte inferior do cartaz, onde está o endereço:

Flôr? A palavra flor não contém acento, e não é por causa do Novo Acordo Ortográfico não!Na antiga ortografia, a palavra flor também não é acentuada.


A terceira é a frente de uma loja:


Econômica tem acento no "nô". Muitos pensam que o Novo Acordo Ortográfico aboliu o acento nas proparoxítonas, mas isso é um engano: tanto a antiga grafia quanto a nova obrigam-nos a acentuar todas as palavras proparoxítonas.

A quarta foto é de um planfleto que peguei no balcão de uma loja:

O correto seria "você só paga o primeiro minuto de cada ligação e fala a vontade." Paga está no presente do indicativo ao passo que fale está no presente do subjuntivo (erro de concordância).


A quinta foto é um cartão de visitas que também retirei no balcão de uma loja, onde falta o til na palavra "Irmã":


A última foto tirada é um cartaz que, embora não apresente nenhum erro de ortografia, omite algumas informações essenciais:



Preciso ligar e "guardar lugar" para assistir a palestra? Preciso de ingresso para entrar? Quanto custa esse ingresso e onde eu compro? Qual o telefone ou site para se obter maiores informações?

Seria "apelação" se eu fosse em bairros afastados, no "barzinho do Zé", ou na "quitanda da dona Joana", por isso coloquei aqui somente os cartazes que fotografei no Centro da Cidade.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A TIM conhece seus clientes?

"Numa guerra, dois soldados receberam ordens de seus superiores "Cada um de vocês deve infiltrar-se no terreno inimigo e matar o seu líder" - Um dos soldados equipou-se com uma metralhadora,e outro com uma arma de longe alcance e mira telescópica e foram, cada qual rumo ao seu destino.

O primeiro, ao chegar perto do seu alvo, começou a atirar para todos os lados, as pessoas apavoradas saíram gritando, vários inocentes morreram, mas no fim o seu alvo foi executado e ele terminou sua missão com êxito.

O segundo, parou há uma distância segura e ficou a observar os movimentos até que, em um momento estratégico, com um único tiro executou o líder inimigo e voltou à sua base com a missão cumprida.


Embora ambos tenham cumprido suas missões, o primeiro foi culpado de matar inocentes, trouxe um enorme prejuízo aos cofres da nação pois gastou centenas de munições e ainda ganhou uma incrível má fama à qual muitos jamais esquecerão. Já o segundo, com apenas um tiro, e sem ferir nenhum inocente. conseguiu realizar sua missão.


Com qual soldado a empresa deve buscar identificar-se nas suas ações de Marketing? Ser aquela que gasta altos valores e divulga pra todos, inclusive aqueles que pouco se importam com seu produto ou à sua marca? Ou aquela que planeja de forma estratégica, seleciona o público alvo de suas campanhas de comunicação e utiliza seus recursos de forma consciente trazendo melhores resultados a seus negócios?
(Autoria própria)
"


A TIM, operadora de telefonia, está em segundo lugar no Ranking das empresas mais reclamadas no site Reclame aqui e também está entre as cinco empresas mais reclamadas no Procon.

É sobre ela que quero falar hoje.

Ontem, 10 de novembro de 2009, no exato horário das 15h 32min (horário de Brasília) recebi uma ligação em meu celular. Ao atender começou a tocar uma música instrumental de fundo e uma gravação de voz feminina anunciava uma promoção de Torpedos (mensagem SMS); A promoção se referia a Torpedos Ilimitados por um mês ao custo de R$ 14,99.

Uma pequena opinião pessoal: se uma coisa chata é você ouvir aquelas vozes enjoadas e forçadas dos operadores de Telemarketing, outra pior é você ouvir uma gravação, sequer se dão ao trabalho de gastar a voz para falar com o cliente, simplemente falam uma vez, e depois apertam o play (legal né?). Opiniões pessoais a parte, afinal muita gente deve gostar dos atendentes de Telemarketing, e outras muitas podem gostar de serem tratadas de forma sistemática e automática pelas empresas.

A pergunta que quero saber e que tem relação direta com os soldados acima descritos é:

Será que a TIM conhece seus clientes?

Um pouco sobre mim:
  • Eu NÃO utilizo torpedos com freqüência, utilizo muito pouco deste serviço, cerca de dez ou quinze torpedos ao mês, em outras palavras, esse tipo de promoção obviamente NÃO ME INTERESSA.
A TIM, obviamente sabe desse meu consumo, afinal, por algumas vezes solicitei solicitar um detalhamento da fatura mensal com a data, horário e destino dligações e mensagens enviadas.

Se a TIM sabe que eu NÃO utilizo desse serviço com freqüência, fica abaixo algumas perguntas para refletir:
  1. Será que a TIM pratica um Marketing tão ruim a ponto de sequer monitorar a freqüência de consumo de torpedos de seus clientes antes de contatá-los?

  2. Será que a TIM não possui uma estrutura capaz de perceber que para mim esse serviço promocional não interessa?

  3. Será que a TIM não tem capacidade para oferecer essa promoção para quem, de fato, veja uma vantagem nela? (Eu conheço pessoas que enviam centenas de mensagens SMS por dia, essa promoção seria mais interessantes a elas do que a mim.)

  4. Será que a TIM sai "atirando para todos os lados", investindo em comunicação para oferecer essa promoção a todos seus clientes, quando nem todos possuem interesse?

  5. Não seria mais econômico, lucrativo e eficiente divulgar a promoção somente aos clientes que utilizam-se do serviço de Torpedo(SMS), com mais freqüência? Evitaria gastos, insatisfações e até mesmo esta postagem em meu blog.
"Um exército vitorioso ganha primeiro e inicia a batalha depois; um exército derrotado luta primeiro e tenta obter a vitória depois. Esta é a diferença entre os que tem estratégia e os que não tem planos premeditados." (Sun Tzu - A Arte da Guerra)